quarta-feira, 7 de julho de 2010
Entenda como quiser
Pois já acontecera antes com vontades como eu, sentir a dor e o peso da morte ao se deparar com barreras das quais as coragens criadas hoje nunca dariam conta, isso acontece, aconteceu a pouco tempo, e acontecera daqui a pouco pois acontece o tempo todo, mas nada sei alem do fato de que minha vida foi concluida pos o que tinha que ser, foi, e foi bem sucedido, eu não sou digno de contradizer, duvidar ou reclamar, tudo aconteu como deveria.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Um dia, dia não noite na verdade, eu estava dormindo, mas estava ciente de tudo que acontecia em meus sonhos, deixe-me explicar:
Um mundo parecido com o qual eu vivia na vida real, era o interior da minha mente. Andava por vários lugares e ruas, reconhecendo cada uma delas, lugares em que passava, quase diariamente. Ate que passei por uma rua a uma esquina de distancia da minha casa vi uma coisa, não sei se era um tipo de criatura, ou que ela acabara de engolir, digerir e regurgitar. Resumindo era uma pasta de carne, aparentemente, humana, jogada sobre um poste de luz bem pequeno. Alguém estava na minha mente, eu cometi o erro de querer derrotá-lo. Procurei uma falha na sua armadura, ou algum modo de entrar. Encontrei um olho, um único, castanhos, sem pálpebras, lacrimejando. Procurei um ser, e encontrei medo, pânico, um sentimento devastador que me penetrou, invadindo do peito até a nuca, fazendo um pânico puro fluir em mim, enrijecendo todo meu corpo, e me arranco para fora da minha própria mente. Acordei, ainda estava na minha cama, mas agora tinha certeza de que nunca tive tanto medo em toda minha vida.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A noite cai
Saio da minha tunba de olho no luar
A noite será, isso eu decreto,
A mais doce que possa imaginar
Seres da noite nos encontramos.
Somos vampiros, nos divertimos.
Mulheres da noite são nossos estímulos
E delas jamais desistimos
A diversão de não morrer e viver eterno
É minha, é nossa, não sua.
Pode abusar do meu toque terno
Pois quando estiver nua
Ti tirarei do meu luxuriante e delicioso inferno
E você vai suplicar diante de mim e da lua
Para ser como eu, eterno.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Yong Witch
Comecemos pelo inicio.
Quando eu estava no segundo ano, eu já estava habituado a vida escolar, tinha amigos, tinha varios daqueles amores furtivos e potencialmente apaixonados, que não duro nem o tempo da pessoa conhecer os defeitos de toda familia um do outro, "apenas as coisas boas" era o nosso lema.
Sempre nos encontravamos no Lago de Ar, que tinha esse nome pois no houve um tempo em o lago era uma corredeira, muito forte, e alem do barulho intenso que se podia houveir de longe já havia causando varios acidentes, querendo dar um basta nisso, os governates decidiram torna-la um lago, calmo e cristalino, e se tornou uma imagem bem interessante aquela cachoeira desagunado em um lago tão cereno, por isso Lago de Ar, porque a agua age como se fosse ar pesado.
Quando eu estava no segundo ano, novas pessoas entraram no primeiro, várias meninas que eram ainda mais bonitas do que o ano em que eu estava, era otimo ser apenas um ano mais velho do que elas. Porem, de muitas delas que eu conversava, havia uma que eu não... não... eu não sei bem o que, eu não conseguia ser o que eu era com todos, minha habilidade natural de me enturmar sumia completamente perto dela, então, eu deixei para lá, não quiz mais tentar conversar, conhece-la, e ficar com cara de idiota. Mas foi quando a coisa piorou, eu quando ha via não conseguia olhar para mais nada, ficava olhando e escutando de longe - enquanto algum amigo meu fala - o que ela dizia, e sem nem mesmo querer eu a conhecia cada vez mais, a admirava cada vez mais, e me interessava cada vez mais por seu olhos azuis, nem claros nem escuros, sua pele extremamente branca, seus cabelos castanhos claros, com mechas de um amarelado brilhante, e principalmente por ingenuidade e feminilidade afloradas.
E assim se seguiu o ano inteiro. Já naquela época eu não tinha certeza se isso era bom ou ruim, mas até final do segundo ano, meu interesse por ela ficava cada vez menos aparente em mim, já quase não mexia mais com meus sentimentos.Isto foi até o fim do segundo ano.Todo fim de ano havia uma festividade em comemeração ao fim de ano letivo, e nele havia o concurso Menina Bruxa dos Sonhos, onde as meninas do primeiro, do segundo e do terceiro ano, competiam para ser a garota que mais combina com um sonho perfeito de primavera.
Nem sequer parecia real, o momento em que ela entrou. Um vestido branco, que dava uma aparencia leve, mesmo estando rente ao corpo, que mesmo com um delinear decote, nunca pareceu tanto uma menina, mesmo com espartilho. E havia o rosa, cordões, babados, e um lenço na cintura com o mais belo tom de rosa. Porem naquela noite seu cabelo estava intensamente escuro, tão preto que chegava a reluzir, e nele havia uma tiara, e adereços que cobriam completamente sua unica trança, feitos prata, tanto que deixavam apenas uma mexa de cabelo na ponta. A imagem dela andando, ali, era tão surreal para mim, nada do que eu fiz eu incaro uma escolha, porque apenas em sonhos as pessoas tem tanta coragem
- Seus cabelos..., eram loiros, não eram? - ver aquela pele branca, e aqules olhos azuis, não muito claros e nem muito escuros, contrastando com aquela nova cor de cabelo.
- Eu mudei a cor.
- Serio, não ensinam isso no primeiro ano, apenas o modo dos alquimistas custuma-se ser aprendido tão sedo.- Meu pai é alquimista.
Depois de sua resposta eu fiz um gesto comum de admiração, e parei por um instante para admirar sua beleza.
- Nada, nem um nascer de sol, nem a face de Narcisio, nem as curvas da mais bela das deusas, nada, não é possivel que nada, seja mais belo que você!
Eu a deixei extremamente envergonhada. E mesmo assim tão encabulada ela retomou sua postura como uma verdadeira dama.
- Fico mais do que grata ao senhor, e feliz por saber que vai votar em mim.
- Votar em você?
Ela tomou uma expressão bem perplexa, não sabia se ria ou se procurava uma nova reação que combina-se com aquele momento.
- Do que está falando então ?
Meu coração disparou de uma forma tão cortante que acalmava pensar que uma hemorragia interna me tiraria daquela situação. Não era possivel que o que eu falei, nada fora aceito por ela, nada tinha cido entendido, que meus sentimentos eram uma coisa que ela era incapaz de assimilar.
Até que enfim ela apontou na direção oposta a mim, e me virando dei de cara com a faixa do concurso Menina Bruxa dos Sonhos.
- Ahh. Que alivio. Não quero dizer... mil perdões, mil perdões eu... - retomei coragem, uma força que ainda quero saber de onde tirei - Eu não me refiria ao concurso, no momento em que você entrou eu apenas falei o que eu não era mais forte o bastante para conter dentro de mim.
E ela que agora estava com uma expressão assustada que me deixava abatido, ja ia saindo querendo fugir
- Por Favor, Jásmanie não... - eu quase a toquei, eu me senti tão mal em pensar que quase, sem sua permissão, quase toquei a imagem mais pura que já me deparei.
- Eu tenho que ir, porfavor. - ela tentou mostrar firmeza, mas ela estava com medo de mim! - Pelo amor dos deuses não, não tenha medo de mim, meu unico mal é encontrar, assim como os sabios encontra a natureza e a razão, encontrei uma mulher acima de todas as outras a mais perfeita aos meus olhos e quaisquer dos meu outros sentidos.
Só de pensar nesta palavra uma lagrima por pouco não correu pelo meu rosto, mais, devido a sua reação, sua aversão ao meu sentimento, eu tinha que dize-la.
- Perdoe-me.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Mandinho
Barra do Mendes/BA - Brasil, 42 anos
http://www.recantodasletras.uol.com.br/cronicas/491284
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Em Praga.

-O que trazes tão belo e ilustre cavalheiro as essa bandas
-Sou da Gran Bretanha, e vim a Praga em busca de amores, porem jamais imaginei que neste caminho encontraria meu desejo em meio de tão belos olhos azuis.
-Por a caso refere-se a mim meu senhor - disse ela encenando com a maior das dossuras femininas uma inocencia mais que exitante.
Pus sua mão em meu peito.
-Minha querida se encontrar outra mulher pela qual meu coração bata dessa manera, tera ainda mais sorte do que eu, por te encontrar.
-Se ainda não acredita em meu coração, então veja-o transbordar todo seu sentimento em meus olhos - disse eu tirando sua mão de meu peito e depositando-as sobre meus labios onde oude, ternamente, beijá-los.
Ela sorriu, Ah! A doce brexa para qualquer aproximação. Beijei-lhe de forma que ela adorace cada segundo.
-Meu senhor! - ela se assustou imensamente com meu desparate, mesmo estando onde está, sabia que eu não procurava diversão para uma noite, até para mim era estranho não querer apenas uma noite, mas ela já sabia de antecipado, quanta paixão eu depositei naquele beijo, nem eu seria capaz de medir, mas me empenhei com o coração, coisa que não fazia a varias decadas.
- Este é só o começo! - disse-lhe, lhe estendendo a mão
E ela, ainda sem entender, me olhava com como se simplesmente não soubesse o que fazer. Era inacreditavel saber que ela estava ipnotizada por mim antes mesmo de eu o querer.
- Esta com medo de mim ?
- Morrendo... - ela se assustou com o que la mesma disse, arregalando seus olhos azuis e pondo a mão na boca - Me desculpe senhor eu... é claro que não o temo, eu...
- Não precisa ter medo, meu maior desejo neste momento é te agradar! - pela primeira vez, esse meu discurso é verdadeiro.
Assim que ela peguou minha mão eu apontei a saida para onde havia uma carruagem a minha espera.
Dentro da carruagem ela ainda estava enrigecida de medo, porem eu não podia deixar de reparar em seus seios não muito volumosos, que me despertavam ainda mais por sua mediana chamatividade, pois eram rijos e alvos, logo acima do espartilho, que por sua vez modelavam sua cintura como a nenhuma outra.
-Já disse-lhe, pareces uma tola com tanto medo de estar aqui.
- Não estou com medo de estar aqui, estou com medo do que estou sentindo!
- E o que stá sentindo ?
- Eu não sei. Nunca senti isso desde que o conheci meu senhor, e quando me beijou eu... - ela fechou os olhos apertando o peito sentidamente.
- Relaxe, por favor. Tenho certeza que se sentira melhor quando se entregar a esse sentimento.
Dizendo isso, a beijei novamente, com o mesmo impenho, porem com mais intensidade em sentimento, e ternura em atos. Segurando de leve o rosto, escorregando de leve a ponta dos dedos pelo pescoço até o colo, massageando todo deu peito a mostra.
- Ah! Bem ai, o motivo de toda minha adoração! - dizia eu, em uma intonação leve e grave, com o intuito de imprecionar - O sorriso mais belo de toda Praga, o qual nem minha querida Grã-Bretanha era capaz de me conceder. - enquanto ela se encabulava ainda mais eu proceguia - Como pude eu viver sem ter seu rosto para me guiar com este brilho, teu encato de menina... quantos anos tem?
- Vou fazer 18!
- E o que fazia naquele lugar?
Ela me mostrou novamente aquele olhar tristonho, que eu quase me arrependi da pergunta.
- Aquele lugar era do meu pai, quando ele foi asscinado meu tio o herdou e me pôs para trabalhar.
- Crápula. E quando foi isso ?
- Quando eu tinha 14 anos.
- Nossa! provavelmente em outras areas e não...
Ela abaixou o rosto, ainda mais amargurada, dava quase a impressão de estar sufocando.
- Canalha! Eu mato, juro que por você eu o mato.
- Não digas isso meu sinhor. -ela não o disse com exaltação, como se repudiace a ideia, ela disse calmamente, mais como se não acredita-se.
- confie em mim, nos o mataremos juntos, e você vai adorar!
- Não meu senhor! - agora sim, a ideis de ver o tio morrer sim a dava imensa repulsa.
- Já disse para confiar em mim, não disse. Ates só preciso torna-la uma assacina!
- Como!? Perdoe-me mas não permitirei isso. - todo medo que eu havia me empenhado para remover havia voltado em dobro.
- Não será como está pensando, será bem mais rapido, e a dor passa logo!
- Dor!!
Neste momento eu a segurei pela cintura, tentei suavemete trazé-la a mim, mas ela se soltou de mim.
-Eu não queria que fosse assim com voce.
- O que você é ?
- Não precisa disso tudo, pode ser bem mais fácil.
Ela puxou a corrente que estava em seu decote, e nela havia um crucifixo.
- Que belo cruxifixo! - eu disse tentando escoder meu pavor súbito.
Mas já era tarde demais, ela já notara sua reação e apontando o cruxifixo para seu suposto cavalheiro, saí o mais rapido possivel
- Faste-se de mim demonio!
- Eu te amo Afrodite, como pode duvidar disso ? - tentava não mostrar meu sofrimento áquela imagem.
- Você quer alimentar-se de mim, seu devorador de almas, filho do demonio!
Dizendo isso ela sai correndo. Mas não tem diferença o quanto ela pode correr, quando eu a aguarrei, e consegui tirar o crucifixo aí é que ela ficou realmete assustada.
- Por favor não lute, eu te ensinarei como viver assim.
-NÃO!!!
Ele a morde. E quanto menos sangue resta em seu corpo, menos ela se debate e arranha seu novo e eterno marido. E quando gotas do suco amaldiçoado com o toque mais demoniaco de toda terra escorrer por essa garganta, nada no passado fará diferença no futuro, na eternidade
quarta-feira, 29 de abril de 2009
contraponto da beleza
Quem sou eu
- W. Greycat Kraiham
- Um viajante do passado, desembarcando num tempo infame; um forasteiro sofrendo com um mundo supostamente inoscente; um demonio correndo atrás, sem sucesso, dos prazeres humanos.